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Como Escolher um dos doze?

Uma reflexão sobre transições de liderança

Por Pedro Valenzuela, obreiro da Região São Paulo/ Mato Grosso do Sul


Desde seus primeiros dias a igreja teve que escolher novas lideranças para a missão que Deus deu para ela. Depois da ascensão de Jesus, Pedro discerniu pelas escrituras que a traição que Judas fora profetizada, e também da necessidade que outra pessoa ocupasse o lugar que ficou vazio. Sem dúvidas era significativo que no começo da igreja tivessem doze apóstolos, vinculando sua história com as doze tribos de Israel. 

Quais foram os requisitos para ocupar essa vaga? Ter uma personalidade carismática? Saber influenciar pessoas? Ter poder político ou econômico? Nada disso:

 

“...devemos escolher um dentre os homens que estiveram conosco durante todo o tempo em que o Senhor Jesus andou entre nós, desde que ele foi batizado por João até o dia em que foi tirado de nosso meio e elevado ao céu. O escolhido se juntará a nós como testemunha da ressurreição’ v. 21-22

Requisito principal? Ser discípulo de Jesus. Ter andado com ele junto aos outros discípulos. E para essa responsabilidade tinha duas pessoas que poderiam preencher esse cargo. E depois de ter orado, quem foi “sorteado” e escolhido foi Matias. 
Daqui a pouco vamos ter nosso Conselho Regional e teremos eleições. É claro que não vamos escolher nenhum “apóstolo”, muito menos para substituir o lugar de alguém que abandonou e traiu Jesus (graças a Deus!!). Vamos escolher novos diretores, e sabemos que a Diretoria Regional cumpre um papel bem importante no acompanhamento dos grupos e na governança da região. Ao longo da história da igreja novas funções foram necessárias para acompanhar a missão e o discipulado do povo de Deus, seja na igreja local ou em organizações missionárias como a nossa. Mas o exemplo desse incipiente grupo que se reuniu para esperar a vinda do Espírito Santo traz importantes lições para considerar na hora de indicar ou escolher uma pessoa para a diretoria regional (ou para qualquer função na verdade). 

 

 

  1. Eles estavam unânimes em oração. Não era só o grupo dos doze, tinha cento e vinte discípulos, homens e mulheres, orando com um mesmo propósito, em um mesmo espírito. Todos eles caminharam com Jesus e foram testemunhas da ressurreição. Nesse contexto é que surge Pedro com essa necessidade revelada pela palavra de Deus. A escolha de pessoas para servir em alguma função da missão de Deus vêm de pessoas que oram unânimes. Pode ser que vocês enxerguem que uma pessoa do seu grupo local é um bom servo de Jesus e queiram indicá-lo para a diretoria regional. Ou pode ser que uma pessoa do seu grupo manifestou interesse em ser parte da diretoria. Coloquem essas questões em oração como grupo local, e se não tiver ninguém entre vocês, orem para que Deus levante pessoas de outros grupos locais e que sejam idôneas para o cargo. E orem para que Deus faça sua vontade sempre. 
  2. Eles escolheram discípulos comprometidos com Jesus. Entre tantos critérios para escolher um líder, eles escolheram um servo de Jesus, alguém que caminhou junto ao Messias durante seu ministério. No livro de Atos também vemos que o critério que os apóstolos tiveram para escolher os diáconos foi ser “homens respeitados, cheios do Espírito e de sabedoria”. No mundo de hoje, para escolher um líder as pessoas procuram carisma, competência técnica para o cargo, saber “fazer amigos e influenciar pessoas”, etc. Os cristãos não decidimos dessa forma, nosso primeiro critério é que seja discípulo de Jesus e que viva a vida no Espírito. Durante meu tempo como obreiro na ABUB os cargos da diretoria regional não são votados pelos cargos vagos, mas pelo testemunho cristão e o serviço dos estudantes em seus grupos locais. E eu acredito que é uma prática saudável, já que busca priorizar o testemunho e o compromisso cristão. 
  3. Eles foram guiados pelo Espírito por meio das escrituras. Pedro se levanta entre os discípulos discernindo que o momento que estavam vivendo “havia sido predito pelo Espírito Santo” por meio do rei Davi, e que estava registrado nas Escrituras. Vemos a importância do Espírito Santo em revelar os propósitos divinos por meio da sua Palavra, e sem ela, nem Pedro nem nós conseguimos discernir o propósito de Deus para nossas vidas. Por meio da Palavra de Deus, o Espírito Santo nos guia com segurança a dar os passos que devemos dar, seja na eleição da diretoria regional, seja no testemunho que damos no mundo estudantil.
Oremos para que o Conselho Regional seja guiado pelo Espírito Santo, que Deus guie todas as decisões que serão tomadas sobre a missão estudantil em nossa região. Que as reflexões nos livros de Atos também sejam usadas pelo Espírito para nos guiar e dar poder para ser suas testemunhas em todo canto. 

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