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Aprendizados da peregrinação

Um relato sobre as oficinas no CF 2019

O Curso Férias (CF) da região nordeste aconteceu dos dias 20 a 27 de julho, em Camaçari - BA. Durante esses sete dias estudamos o livro de 1 Pedro e aprendemos sobre a caminhada da peregrinação. Entendemos que não estamos sozinhos nesse caminho, que, por muitas vezes nos traz dor e sofrimento. Ouvimos, através das exposições bíblicas e nos grupos de EBI, que Deus está o tempo todo ao nosso lado durante a caminhada. Mas, também tivemos a oportunidade de participar de oficinas práticas que trouxeram temáticas muito relevantes para o percurso da peregrinação.

Leia abaixo a experiência de Rafaela Borges (ABU Salvador - BA) com as oficinas práticas que ela participou no Curso de Férias 2019:

O tema do CF chegou pra mim de forma estranha, não sabia como seria. Eu pensava: como tantas coisas que estou passando podem ser consideradas boas? Como eu posso lidar com tudo, as tribulações e a peregrinação em si? Fui ao CF pedindo a Deus que cuidasse da minha mente e coração, e, que eu estivesse disposta e atenta a tudo. Dentre tantos momentos incríveis, gostaria de falar de duas oficinas que chegaram para mim de modo especial e particular. A primeira oficina que participei foi a ministrada por Eva Castro, onde refletimos sobre e arte, e, fizemos arte. Foram duas tardes incríveis, saí da oficina entendendo que nem toda arte é "bonita", ela expressa o que há no artista e nem sempre é algo belo, as vezes expressa dor, medo, angústia, mas não deixa de ser arte. Percebi que mesmo na dor, eu posso estimular o meu dom de criação artística e parar de anular meus talentos como eu vinha fazendo. Também consegui observar a arte nas escrituras, o quanto de expressão artística está presente durante a história do povo de Deus. 


A segunda oficina, talvez tenha mudado a minha forma de encarar meus problemas, minha rotina, meu cansaço. Uma oficina de meditação e solitude, ministrada por Jessé Goes. Todos deveriam participar de uma oficina como aquela, é maravilhoso a teoria e ainda mais a prática. Nós conversamos sobre a diferença entre solidão e solitude, isso me tocou em particular pois sempre tive dificuldade em estar só. Percebi o quão importante é que eu  possa usar meus momentos sozinha para me dedicar a Deus, a momentos meus com ele, a ouvir a voz dele em tudo.  Durante a oficina percebemos o quanto aproveitamos mal o nosso tempo, notei que eu tenho tantas brechas durante o meu dia, nas quais eu poderia estar aproveitando pra falar com Deus e não fazia, e ao chegar em casa, considerava estar cansada demais para isso. Nós podemos conversar com Jesus em qualquer lugar e tempo, no ônibus, na rua, caminhando, descansando, sempre. Agradeço a Deus pela oportunidade de poder ter feito parte dessas oficinas e principalmente pela vida e disposição dos oficineiros. 

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