História

Como tudo começou

No final da década de 50, cristãos de diversos países, ligados a movimentos da Comunidade Internacional dos Estudantes Evangélicos (IFES, na sigla em inglês), estimularam o surgimento de movimentos estudantis evangélicos na América Latina. Robert Young e Ruth Siemens foram os pioneiros no Brasil em 1957, despertando os estudantes brasileiros a levar a mensagem de Cristo ao meio universitário.

Nos anos 60, a Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) foi criando raízes e surgiram os primeiros obreiros brasileiros, missionários remunerados. 1962 foi o ano do primeiro congresso, no qual originou o estatuto. Quatro anos depois, com Wayne Bragg como secretário executivo, criou-se as primeiras ferramentas de comunicação, dentre as quais o boletim de oração Intercessor e o informativo interno Entre Nós, que ainda existem.

Apesar de iniciar a década de 70 quase sem obreiros, os estudantes assumiram o trabalho e o movimento consolidou-se chegando a ter 120 grupos e organizando o trabalho junto aos secundaristas. Em 1976, aconteceu o Congresso Missionário com o tema "Jesus Cristo, Senhorio, Propósito e Missão", um marco para a geração. Do evento, surgiram por todo o país diversas iniciativas de missão e serviço, além de líderes para a igreja evangélica brasileira.

Em 1975, iniciou-se a ABU Editora, com objetivo de publicar literatura que colaborasse na formação teológica dos estudantes.

Nos anos 1980 a quantidade de grupos locais do movimento diminuiu. Uma crise levou à definição (ou fortalecimento) da identidade: a ABUB se definia como evangélica, um movimento baseado na Bíblia, que serve à igreja, a partir da iniciativa estudantil e essencialmente missionário. Na década seguinte, construiu-se o Centro de Treinamento Koinonia (CTK), onde diversos eventos e treinamentos ocorreram. A partir de 1992, o tema do Congresso Nacional, "Visão, Compromisso e Sacrifício", marcou toda a década.

Para mudar a tríade a partir da nova década, "Fé, amor e esperança" foi o tema do primeiro Congresso Nacional de duração mais longa, em 2000. O forte protagonismo estudantil fez crescer os grupos locais, que viajavam para outras cidades para criar novos núcleos. Iniciativas como o Projeto Lucas buscavam levar um evangelho para cada estudante dentro das universidades, com estudos bíblicos e discipulado. Trinta anos depois do primeiro, em 2006 acontece um novo Congresso Missionário, com 900 participantes.

Ao longo de toda essa história, a urgência de se proclamar um evangelho integral e impactante numa sociedade cada vez mais pluralista, relativista e carente de Deus tem sido o nosso desafio constante e segue impulsionando a Aliança Bíblica Universitária do Brasil.

Leia mais sobre a história dos primeiros anos no livreto Encarnando a Palavra Libertadora, disponível aqui.

Veja também o slide com a apresentação dos 60 anos de nossa história - de 1957 até 2017. O download está no fim do texto aqui.