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Dia da Bíblia: quatro maneiras de ver as Escrituras

Pontos levantados a partir de “A Palavra entre nós”

Todo segundo domingo de dezembro celebra-se o Dia da Bíblia. Criada há 20 anos pela lei federal 10.335, a data celebra o texto que é central em nossa fé e missão, tanto na Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) quanto na Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos (IFES, na sigla em inglês), da qual fazemos parte.

Uma das ferramentas que a IFES produziu para encorajar os movimentos nacionais e grupos locais estudantis de todo o mundo a refletirem sobre a Bíblia é o livreto A Palavra entre nós (clique para baixar). O material, dividido em duas partes, traz em sua primeira metade seis maneiras de cultivar uma clara perspectiva sobre as Escrituras e nosso compromisso com elas.

É a partir destas propostas que dialogamos com Ricardo Borges, secretário para engajamento com as Escrituras da IFES. O brasileiro coordena uma equipe global nessa área e uma rede de multiplicadores por todo o mundo com o objetivo de mutuamente aprender e crescer no conhecimento da Palavra, sempre conectado com o contexto. Ricardo destacou quatro formas de ver a Bíblia que podem nos ajudar na missão – confira abaixo seus destaques e no vídeo uma vesão maior da nossa conversa com ele. Para aprofundar-se nelas, veja o livreto e estude-o com seu grupo.

1. Aprofundando nossas convicções sobre a natureza e o propósito das Escrituras

“A chave é aproximarmos da Bíblia não por causa da autoridade de um livro, mas da voz que nos vem com autoridade de uma pessoa, do Deus criador de todas as coisas que revela seu coração, caráter e propósito para nós através das Escrituras.

“Em vez de autoridade das Escrituras, eu prefiro dizer que é a autoridade de Deus exercida através das Escrituras. Quando só falo de um livro, é a minha interpretação ou a de minha tradição que vale. Mas quando falamos da autoridade de Deus muda a nossa atitude, chegamos ao texto buscando entender. São aproximações, um processo comunitário no qual somos guiados pelo Espírito.”

2. Cultivando uma atitude de amor e de obediência à Palavra, modelando um estilo de vida comprometido

“Nesse relacionamento, em que ouvimos a Deus em sua Palavra, não o fazemos por curiosidade intelectual ou entretenimento. Mas nos engajamos com as Escrituras dispostos a sermos transformados por Deus nesse encontro com ele.

“Nesse sentido, a Bíblia deve ser um livro que nos incomoda. Quando ela nos desafia, nos perguntamos o que está acontecendo: como a Palavra me alcança, como ela revela quem sou e onde estou, como eu deveria ser e o que deveria fazer. Afeta profundamente a nossa identidade e como vivemos no mundo.”

3. Confiando no impacto da Bíblia no testemunho sobre Cristo e sobre a vida que ele oferece ao mundo

“Ao ler e meditar nas Escrituras, faça duas perguntas:

1. Quem Deus é? Como ele se revela neste trecho?

2. Qual é a boa notícia revelada nesta passagem?

Estas duas perguntas colocam o foco em conhecer a Deus e conhecer a sua mensagem de vida, de reconciliação e salvação. Assim, lemos todas as Escrituras crendo e reconhecendo que nelas podemos conhecer mais a Deus, o caráter e coração dele, e a vida que ele nos oferece revela no texto.”

4. Abordando biblicamente os desafios do nosso mundo

“Sempre é bom prestarmos atenção às perguntas que as pessoas ao nosso redor estão fazendo. Em vez de levar nossa mensagem pronta, prestamos atenção nas crises, preocupações e dilemas das pessoas. Assim, buscamos trazer estas questões para as Escrituras crendo que a Palavra de Deus toca cada área da vida humana no mundo.

“Assim, devemos aprender com humildade a abrir toda a Bíblia, não um versículo isolado, e ver como ela inteira nos fala acerca desses grandes e pequenos temas que nos afligem no mundo. Descobrir como a Palavra entra nessa interação dialógica, trazendo esperança para o mundo, enquanto também nos toca."

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