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Depois da formatura ainda é tempo de formação

A Aliança Bíblica de Profissionais se estrutura pelo Brasil encorajando a missão

Qual é o espaço para profissionais dentro de um movimento missionário estudantil? O que diferencia um grupo de ABP de um grupo de ABU ou de igreja? Aliás, o que é a ABP? Estas e outras perguntas foram o tema de muita conversa no Grupo de Trabalho nacional da Aliança Bíblica de Profissionais (ABP), formado em 2015 e ainda em atuação.

Lais Gervasio Batista, que já fez parte da ABP Joinville (SC) e hoje apoia a nível nacional, conta que desde o início o objetivo do grupo é tentar dar uma identidade para a ABP. Não é para menos: nos últimos 10 anos, já houve pelo menos duas tentativas nacionais de responder a essas dúvidas. “[O grupo de trabalho buscou] definir o que é ABP, qual é a frente de atuação e no que a ABP deve focar. Dar um norte para os grupos, basicamente. Desde o começo isso vem sendo feito e um dos primeiros materiais criados pelo grupo é o Manual da ABP”, conta a profissional.

O documento procura explicar o que seria a Aliança Bíblica de Profissionais, como iniciar um grupo e outras informações úteis para fortalecer o trabalho entre graduados em todo o país. Para consultá-lo, acesse este link. Lá, os focos de atuação foram resumidos em “fortalecimento e formação de profissionais cristãos”, “realização de missão: evangelização e serviço” e “apoio à missão estudantil”.

Mas muito além da definição da ABP, o grupo tem servido aos profissionais também através de três oficinas online por semestre. Além de capacitarem os grupos de ABP já formados, elas também atraem interessados e estudantes. Ainda que o número de presentes não seja muito alto (cerca de 10 em cada) e o crescimento seja gradual, os esforços abepenses têm mostrado frutos. As próximas oficinas abordarão assuntos introdutórios (como iniciar um grupo, por exemplo) e depois um conteúdo mais geral, com reflexões pertinentes ao mundo profissional.

“No primeiro semestre fizemos uma oficina com o tema ‘Poder no mercado de trabalho’”, compartilha Lais. “É de formação, mas mais geral, pode servir para um profissional e um estudante também.” Para ela, uma das grandes dificuldades enfrentadas por um abepense é entender como viver a fé e o chamado no escritório. “Compreender como podemos continuar fazendo a missão dentro do ambiente de trabalho, na questão prática mesmo. Não entendemos muito bem como exercer nossa missão nos espaços profissionais”, comenta.

“[Mas] algo muito positivo pra mim é que fazendo parte da ABP e sempre compartilhando experiências me sinto mais encorajada, mais preparada para enfrentar o mundo profissional, para exercer a profissão de uma forma vocacional, sem perder o foco na missão.

Para finalizar este semestre, haverá ainda uma oficina de Melhores Práticas, quando essa troca de experiências também impulsiona novos grupos. Esse encontro é praticamente para troca de vivências. As histórias compartilhadas ajudam a entender como funciona a ABP e qual é a área de atuação do movimento profissional.

O Grupo de Trabalho também tem conversado sobre o espaço institucional da Aliança Bíblica de Profissionais e como ela pode ser melhor representada na ABUB, e chegou a enviar uma carta recentemente às lideranças do movimento. Outra preocupação é com os grupos locais de ABP e seu envolvimento na ABUB:

“Olhando para o movimento, acho que [é necessário] melhorar a integração e a comunicação entre os grupos e entre a ABP e o movimento como um todo, para que ela consiga caminhar junto com a ABUB e participar da construção dela, percebendo sua atuação no movimento.”

A ABP foi formalizada dentro da ABUB em 1976, quando, com a renovação do estatuto do movimento, os profissionais com ensino superior foram incluídos nos objetivos de evangelização. Mas há registros de reuniões desde 1973, pelo menos, com acampamentos para graduados organizados pelo ex-presidente do movimento Prof. Dr. Ross Alan Douglas.

Grupo da ABP São Paulo reunido em julhoHoje, há grupos em cinco das sete regiões da ABUB. Não há grupos formados no Sul e no Norte, por exemplo, mas há um movimento para que haja implantação de grupos de ABP, assim como no Centro-Oeste, onde Cuiabá segue filiado, porém inativo.

Na região de São Paulo e Mato Grosso do Sul, além dos grupos locais filiados em São Paulo (na foto em reunião em julho) e Piracicaba (SP), há outros ativos em Campinas, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Bauru e ABC (SP). Já em Minas Gerais há ABP em Belo Horizonte e Uberlândia. Na região Nordeste os grupos filiados são Salvador, Feira de Santana (inativo) e Aracaju. Natal e Recife também contam com reuniões. Na região Leste, o Rio de Janeiro (RJ) possui ABP. Para entrar em contato com estes grupos, escreva para abub@abub.org.br.

Saiba mais

As próximas oficinas online podem ser acompanhadas pelo grupo no facebook da ABP Brasil, e quem desejar pode pedir por lá para ser adicionado na lista de e-mails de profissionais e no grupo no WhatsApp da ABP Brasil. Há também uma pasta no Dropbox com vários materiais de capacitação e documentos históricos.

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