Entre nós

Realidade universitária: negritude e missão

De acordo com o IBGE, os negros são mais de 54% da população nacional (pardos e pretos). No ensino superior brasileiro, eles constituem 35,8% (2011), porcentagem que triplicou em 10 anos impulsionada, entre outras coisas, pelas cotas raciais e sociais. No contexto universitário, no entanto, muitos enfrentam racismo e o movimento missionário estudantil pode responder a isso a partir da Palavra de Deus. Para conversar sobre o assunto, convidamos um estudante da ABU Vitória (ES), Timóteo. Já para contar mais sobre um café literário organizado por esse grupo local, também chamamos Estéfani, que participou da mesa do evento. Por fim, uma lista de referências para inspirar estudos bíblicos. Confira as conversas abaixo:

PARTE 1 – TIMÓTEO

“Sou negro porque Deus me fez negro”

Estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Timóteo André de Oliveira estava presente quando um professor de sua instituição disse que detestaria ser atendido por um médico negro. Desta vivência pessoal do racismo no meio acadêmico, ele percorreu um caminho que o levou a abordar a negritude para muito além do preconceito e a partir da cosmovisão cristã.

Em 2017, Timóteo foi um dos facilitadores do projeto “ABUB Contra o Racismo”, realizado em parceria com a Tearfund. Seu grupo local também realizou em novembro do mesmo ano um café literário no MUCANE, o Museu Capixaba do Negro, o primeiro evento cristão no espaço.

Para além de seus desenhos e sua poesia (ele também é artista!), nesta conversa com o Entre Nós Timóteo nos conta sobre sua história na ABUB, como passou a abordar a temática da cor sob a perspectiva bíblica na sua vida pessoal e dentro do movimento, além de seu envolvimento no projeto e o café literário.

 

Como você conheceu a ABUB?
Conheci pelo Gustavo [Marchetti, atual primeiro vice-presidente]. Ele faz parte da minha igreja e me convidou para ir no Curso de Férias (CF). Aí a gente foi caminhando junto e foi por meio da amizade. Nessas caminhadas, fui me aproximando e estou aqui até hoje.

Por que você ficou? O que lhe fez ficar?
Pela proposta que a ABUB tem, que é de dentro do meu contexto de área de humanas [ter] a possibilidade de debate, de responder às perguntas que são feitas, de como a fé cristã dá conta delas. Os [outros] grupos cristãos universitários costumam fazer muito culto, trabalham muito mais com ações explosivas, mas a ABUB é uma galera do livro, que senta e lê. O meu contexto de igreja estava mais de leitura e o universitário também. As perguntas que eu era questionado começaram a serem respondidas. Também essa questão do Crer é também pensar, do [John] Stott, foi o que fechou tudo e fiquei [no movimento estudantil] por isso. É claro que pelas amizades, mas também por isso.

O que é o projeto “ABUB Contra o Racismo”?
É um projeto em parceria com a Tearfund, uma organização que financia projetos e trabalhos humanitários a partir do contexto de igrejas. A ABUB escreveu esse projeto para debater a questão. Na primeira fase, ele se propôs a discutir a temática com os facilitadores no grupo local, fazer uma sensibilização; em segundo momento, fazer um mapeamento de grupos cristãos ou não cristãos com envolvimento na temática; e por fim uma ação em conjunto com alguma igreja. Resumindo em uma frase, seria discutir racismo a partir da Bíblia, do cristianismo, o que a Bíblia tem a dizer sobre a temática. E fazer o combate ao racismo.

Como você se tornou facilitador do projeto “ABUB Contra o Racismo”?
A gente já vinha tratando da questão do racismo nos encontros regionais. A gente fez isso em 2016, no CF em Macaé (RJ). E [a partir] desse momento fui trabalhando com o pessoal. Eu tenho envolvimento com o movimento negro e desde o começo fui questionado por essa questão: como sou cristão e estou caminhando com o movimento negro. Tanto a igreja quanto o movimento negro não entendiam isso. Alguns não entendem ainda. Então fui respondendo essas questões e nesse processo fui elaborando um pensamento sobre fé cristã e negritude. Estava meio que consolidada a questão comigo, e chegou um momento que me chamaram para dar essa oficina no CF. Lá conversei com a galera, vi que tinha gente também com essa questão, aí fizemos [novamente] no outro CF. Acho que tivemos três CFs que fizemos. E depois disso veio o “ABUB Contra o Racismo”. Então o debate já estava meio consolidado e a gente entrou para somar mais, pensando no projeto específico.

E o que você chegou a fazer enquanto facilitador? Quais iniciativas você participou?
Eu montei uma oficina para o grupo local, a partir dessa oficina, com as pessoas que foram e se sensibilizaram com a temática, a gente tentou articular um encontro com a igreja local. Íamos fazer um seminário, que eu fiquei como articulador, com a fala para criança, adolescente e adulto, só que não aconteceu, infelizmente. Mas provavelmente vai acontecer este ano, se Deus quiser.

E o que foi o café literário no MUCANE, o Museu Capixaba do Negro, que o grupo da ABU Vitória organizou?
A diretoria [da ABU Vitória] teve a ideia antes do “ABUB Contra o Racismo”, e já estávamos articulando o evento. Íamos fazer em novembro, [mês do Dia da Consciência Negra]. Aí aconteceu de rolar o edital e juntamos as coisas, aproveitamos o financiamento para trazer o Marco Davi Oliveira, [pastor batista e autor de A Bíblia e as cotas e A religião mais negra do Brasil, que foi o livro base do café]. Foi a diretoria local articulou o evento. A proposta do café foi trazer esse lado da questão racial que não é falado, ou é falado muito pouco, que é [o lado] dos negros pentecostais. Estatisticamente as igrejas pentecostais são maioria negra, enquanto o candomblé e a umbanda são de maioria branca. Então a questão de como o movimento negro vai chegar nesse lugar, como vai dialogar com esse povo, não é discutida pela maioria. A gente se propôs a, como cristãos, tentar ajudar no debate. A gente trouxe um cara que escreveu um livro sobre pentecostais e a negritude, que é o Marco Davi, que é o olhar acadêmico da questão; depois trouxemos um pastor negro pra falar com vivência a questão, o pastor Josenil Souza do Rozario; e trouxemos uma estudante que está nestes dois lados, de ter vivência [como negra pentecostal] e também ter uma reflexão acadêmica da questão, Estéfani Régia [participante da ABU e filha do pastor Josenil].

Como foi a experiência e a reação do público?
Tivemos vários públicos. Pelo que eu vi, não tenho certeza neste ponto, o movimento negro questionava o que ia acontecer, [mas] acabou que não foi o movimento negro, infelizmente. Foi um público cristão muito forte, muitas mulheres. Muita gente se sentiu contemplada no debate. Os apontamentos do pastor foram de vivência, foi muito bom, de como ele via a questão, a Estefani trouxe pontos de que o pentecostalismo tem dado conta de superar outros problemas. O Marco Davi trouxe um olhar histórico e chegou criticando alguns pontos do pentecostalismo que ele acha problemático, mas não foi uma tensão que desarticulou as conversas. O público reagiu bem, tivemos falas muito boas, do pessoal se identificando. Eu acho que o maior ganho, que é simbólico mas também é uma marca no estado [do Espírito Santo], é que foi o primeiro evento cristão dentro do Museu do Negro, que completou 25 anos este ano. Então a ABUB foi vanguarda nisso, e a gente também teve aquele “Deus desconhecido”, vamos dizer assim, dentro do museu: o nome da biblioteca é Joaquim Beato, que foi um pastor presbiteriano do movimento negro aqui dentro do estado. Foi um evento representativo e passível de abrir algumas portas.

Que conselhos ou dicas você daria para outros grupos locais que têm interesse em realizar cafés literários ou eventos semelhantes?
Conselhos práticos: antecipe-se e forme uma equipe. Trabalhar com um livro base também é muito importante, porque você tem um fio condutor, mesmo que não seja um texto base, que ele pelo menos faça link e possa orientar as pessoas. A proposta nossa no começo era falar do livro do Davi, por exemplo. [Tenha] várias visões sobre o mesmo tema, isso enriquece. A gente viu que deu muito certo colocar uma pessoa que estava dentro da realidade, um acadêmico e uma pessoa intermediária. Mas o número não é muito importante, o importante é ter pelo menos duas visões. Aí pode contrapor, é bom. Um conselho que eu daria é usar muita arte, acho que a gente está num momento em que a arte é muito importante, as pessoas se interessam por boas histórias. [Os autores] C.S.Lewis e J.R.R.Tolkien já sabiam disso. Provavelmente as pessoas não vão gostar de sentar e ouvir você falar sobre sua dissertação, mas se você começar a recitar um poema elas vão lhe ouvir. Eu falo isso de experiência própria. [Timóteo escreve poemas e já recitou em eventos da ABUB.] Audiovisual, poesia... Também escolha boas pessoas para fazerem a divulgação que vai dar certo. E não divulgue no último dia, [anuncie] semanalmente. Ah! E ore! É muito importante.

Como você acha que a ABUB pode trabalhar o racismo, o preconceito, este problema que oprime as pessoas dentro da universidade? Como os grupos locais podem abordar isso a partir da Bíblia?
A ABUB tem esse instrumento que é o estudo bíblico indutivo [EBI, método de estudar a Bíblia]. É bacana pensar o EBI ou o próprio estudo bíblico porque você pergunta ao texto. Frisar as passagens bíblicas que tem pessoas negras é o primeiro passo, ver que a Bíblia tem pessoas negras. O segundo passo é pensar como que essas pessoas são apresentadas. Aí dentro do método do EBI você consegue ter bons resultados. A passagem de Agar, a passagem do etíope e Filipe, a igreja de Antioquia e Simeão [veja mais exemplos de trechos abaixo desta entrevista]. Tem muitos textos e tem muitos comentários a respeito. De material pra ser lido, infelizmente temos muito pouco. Isso de produzir material pra ajudar os cristãos a pensarem a temática é algo que eu tenho me proposto a fazer. Mas acho que o os dois livros do Marco Davi podem ser um bom começo. [Tem] outro texto muito bom, artigo pequeno de internet: “O negro na Bíblia”, do Joaquim Beato.

Como você aprendeu a fazer esta ponte na sua vida pessoal, entre a tua identidade negra e a tua fé?
É uma história interessante. Começa quando eu sofri racismo dentro da universidade. Um professor falou que detestaria ser atendido por um médico ou advogado negro. Eu estava na sala, então deu muito problema. Nesse processo, fui acolhido pelo movimento negro, o Coletivo Negrada, e comecei a entender como eu dava conta disso. No fim daquele ano, fui chamado por um pastor para falar de negritude e Bíblia na igreja, [mas] eu nunca tinha falado. Então, foi aquela correria: “O que eu vou ler?”. Li esse texto do Beato e fui na cara e na coragem. Foi tenso porque era uma pessoa pra fazer a crítica à igreja e eu ia pra falar que a igreja tem coisas legais. [Falei sobre] como o negro é apresentado na Bíblia, de algumas pessoas negras na história da igreja que foram importantes. Mas uma coisa aconteceu e foi muito emblemática e daí veio o salto pra eu não lidar com minha negritude como uma resposta ao ódio, mas pensar outra perspectiva de resposta. Nas conclusões falei: “Não tem aquela piada racista que diz que Deus deixou o negro mais tempo no forno e ele queimou? Essa piada é racista e ateia, porque ela compreende um Deus que erra. Meu Deus não erra. Se ele me fez assim, é porque ele quis”. Só que eu não tinha preparado essa fala, quando eu acabei de falar na minha cabeça virou uma chave: “Eu não sou negro porque eu sofri racismo, sou negro porque Deus me fez negro”. A gente acha que a Bíblia começa em Gênesis 3 com a queda, então eu estava me definindo pela queda -- sou negro porque eu sofri racismo --, mas essa virada me jogou pra criação. Eu não nasci na queda, Deus me fez negro. Foi um processo, mas nesse momento percebi a negritude dentro da cosmovisão cristã.

Então percebo que Deus criou o negro junto com o branco e essa galera toda na criação, porque Deus é trindade, e trindade diz respeito a unidade e diversidade. Então, ser à imagem de Deus é ser todo mundo humano, mas com direito a ser pessoa, como Deus é pessoa. A cara de Deus, no fim das contas, seria branca, negra, todo mundo junto e separado ao mesmo tempo. E o pecado é o ponto de não saber lidar com a diferença, de querer juntar toda diferença numa coisa só, que é o que o racismo propõe. Então o racismo é pecado, o segundo ponto da minha reflexão, porque apaga a criação de Deus e impede que a gente acesse aspectos do próprio Deus que ele colocou na negritude. A gente não consegue acessar porque acha que é um erro, que é amaldiçoado, [o racismo] impede que os negros se identifiquem com Deus, porque tornou Deus numa idolatria, numa imagem deles mesmos. E a última reflexão que até tive é sobre Gálatas, o que Paulo fala é sobre a questão racial também. Quando os judeus querem reduzir toda a fé cristã [ao seu povo e suas tradições], isso é um evangelho anátema. Historicamente, o que os europeus fizeram foi reduzir toda a fé cristã ao aspecto europeu, tirando os outros povos. E Paulo respondeu aos judeus que é anátema, o evangelho não está contido em um povo. Todas as tribos, povos e nações, todos irão te louvar.

Deus criou a gente negro, o racismo é pecado, e se Deus na cruz, em Cristo, estava reconciliando com ele o mundo, na cruz ele também quer reconciliar a negritude. Ele quer que o negro se reconcilie com si mesmo. E no final de todas as coisas, na consumação de toda a realidade, a negritude vai estar presente, a cultura negra também vai estar no céu de algum jeito. É toda uma cosmovisão cristã. Não é uma resposta liberal, mas uma resposta que tenta dialogar com uma visão ortodoxa de criação, queda, redenção e consumação centrada na cruz, centrada em Cristo, na verdade, porque acho necessário isso. Não é preciso abrir mão das bases da fé, do credo apostólico, pra responder a essa questão.

[Leia mais sobre trindade, racismo e a resposta cristã desenvolvida por Timóteo no texto que ele escreveu para o site da ABUB.]

De que maneira a questão da negritude e do racismo estão presentes na realidade estudantil e por que isso é importante para a missão universitária?
É uma questão latente. O movimento estudantil, o contexto estudantil está recebendo a população negra agora. As cotas fizeram [mais de] 10 anos agora [leia mais sobre a história das cotas], e é um público novo entrando com outras questões, outra visão de mundo, problemas sociais e econômicos que interferem na produção acadêmica deles. São os primeiros da família, muitos trabalham. E também o movimento negro pensa que é um corpo estranho nesse lugar, porque o negro sempre aparece como objeto na universidade, não como quem fala. Há um esvaziamento nessa dimensão da produção acadêmica. É tudo muito novo, faltam outras leituras, é outro olhar. O desejo das ações afirmativas, das cotas, é trazer diversidade pra universidade, diversificar o saber. Mas é um ambiente de conflito, é um momento comum [os estudantes] compreenderem-se negros na universidade, porque é o espaço de maior confronto. Então a missão estudantil [precisa] estar nesse lugar pra dar conta dessas questões, como a gente vai receber essa galera. Um ponto que é mais empírico, não tenho dados pra afirmar isso, é pensar o aumento dos pentecostais na ABUB. Historicamente existe uma quantidade enorme de presbiterianos, batistas, maioria de cor branca, e a inserção dos pentecostais na ABUB tem crescido muito. Não sei se a cota é um fator disso, mas é um ponto a se pensar. [...] A questão não é só dentro da universidade, mas entre nossos estudantes. Como a ABUB recebe a população negra, os racismos que a ABUB tem guardado etc.

O tema deste Entre Nós é “Alcance”, e nessa entrevista estamos trazendo justamente como a ABUB alcança estas questões da negritude e do racismo. Olhando para o movimento e pensando em tudo isso, como você acha que a ABUB consegue alcançar os estudantes a partir dessas pautas?
A ABUB tem vários jeitos de missão, tem o serviço, evangelismo, mas acho que a grande marca da ABUB é a formação. Acho que a ABUB tem a potencialidade de duas frentes, uma delas é da formação, esse chamado de produzir material, textos críticos, poesia. E tendo isso, a ABUB também se propõe jogar esse cara no mundo e ser luz no mundo com essa formação que teve. Não é a toa que uma música marcante da ABUB é “Marcharemos”, agora que você sabe, marche. A ABUB tem esse lugar de ir e praticar o saber. A missão tem a contribuir neste ponto. Meu processo no movimento se deu nesses caminhos: oficinas, nas oficinas levantou-se questões, das questões a gente foi pastoreando a galera, e quando foi ver a galera já estava dando outras oficinas e a parada está andando. Um formando o outro, e isso vai mudando as atitudes das pessoas e o mundo vai mudando.

Estudante formando estudante...
É, estudante formando estudante! A ABUB tem um caminho longo a caminhar. Pelos relatórios que vimos [da “ABUB Contra o Racismo”], tivemos boa entrada em muitos grupos, mas em muitos o debate estava muito inicial. Há um caminho a percorrer. [O que] a “ABUB Contra o Racismo” [fez] foi jogar luz a isso. Claro, tiveram pessoas que jogaram luz anteriormente, mas esse projeto mostrou uma questão que tem de ser mais trabalhada. Espero que a gente consiga trabalhar mais, mesmo sem projeto específico.

PARTE 2 - ESTÉFANI

”Reavaliar minha história, minhas vivências e compartilhar”

Estéfani Régia é estudante do curso de Pedagogia na UFES e congrega na igreja Assembleia de Deus em Cocal. Ela participa do grupo local da ABU Vitória e esteve na mesa do café literário para compartilhar um pouco da sua vivência como mulher negra pentecostal. Ela nos contou como foi sua experiência:

Como foi participar da mesa do café literário?
A princípio, o convite para compor a mesa do café literário me deixou temerosa. Mas o momento foi magnífico, por muitos motivos. Eu diria que os principais são: era um evento promovido por um grupo cristão, no centro da capital e no único museu do negro no estado; e claro, porque estava acompanhada do meu pai na mesa. Por fim, dividir com amigos e irmãos o que tenho vivenciado e estudado sobre a questão do negro e, nesse caso, do negro pentecostal, foi a oportunidade de reavaliar minha história, minhas vivências e depois compartilhar.

Qual é sua vivência na ABUB enquanto mulher negra?
Eu me aproximei das questões sobre negritude principalmente por meio da ABUB. Eu já estava pensando sobre as questões estéticas que perpassavam ser negra desde 2014. Em 2016, no CF de Macaé, na oficina sobre negritude, muitas dúvidas foram sanadas, mas muitas outras surgiram. Desde então, o movimento tem me proporcionado espaços para pensar o tema, como o “ABUB Contra o Racismo”.

O tema deste Entre Nós é "Alcance". De que maneira a ABUB pode abordar e trabalhar negritude e racismo, alcançando estas questões e estes estudantes e impactando nosso contexto missionário com a perspectiva bíblica?
Eu acredito que a ABUB tem feito um excelente trabalho de fomento do tema por meio do "ABUB Contra o Racismo". Portanto, a primeira ação é continuar apoiando esse projeto. A partir dele, creio que [pode haver] o apoio e o incentivo para que os facilitadores do projeto produzam materiais de diferentes natureza, como livros, poesias, música, vídeos sobre os eventos, as experiências, e claro, sobre o tema; e incentivar a criação de mais espaços de debate, como fóruns, seminários e cafés literários.

SUGESTÕES DE TEXTOS BÍBLICOS COM PERSONAGENS NEGROS (CUXITAS, ETÍOPES, EGÍPCIOS, ENTRE OUTROS)

Cam - Gênesis 10:6, 1 Crônicas 1:8
Agar (ou Hagar) e Ismael - Gênesis 16:1-16
Esposa cuxita (etíope) de Moisés - Números 12
Servo cuxita ou etíope - 2 Samuel 18:21-32
Esposa egípcia de Salomão - 1 Reis 3:1; 9:16; 11:1
A rainha de Sabá - 1 Reis 10:1-13
A amada - Cântico dos Cânticos 1:5
Jeudi, bisneto de negro - Jeremias 36:14
Ebede-Meleque - Jeremias 38:6-13
Simão de Cirene - Mateus 27:32; Marcos 15:21; Lucas 23:26
Eunuco etíope, oficial da rainha Candace - Atos 8:26-39
Simeão de Antioquia e Lúcio de Cirene - Atos 13:1

 

  • Racismo é uma das causas de muita dor e depressão no ensino superior e em nossa sociedade. Leia mais sobre como alcançar em meio a dor em artigo do psicólogo Jefferson.
  • Cafés literários podem ser uma das formas de engajar-se com a universidade. De que outra forma seu grupo local ou você pode viver plenamente a missão na universidade? Leia mais.

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