| Aspectos financeiros do trabalho da ABU | ||
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Este texto se destina a todos os abeuenses, abessenses e abepenses, não só àqueles que são tesoureiros locais ou regionais. Por que todos precisam saber alguma coisa sobre os aspectos financeiros do trabalho? Querendo evitar os excessos de algumas igrejas e alguns pregadores que quase chantageiam seus ouvintes, corremos o risco de ir ao outro extremo e não tocar no assunto. Porém, somos seres integrais e a reorientação das nossas vidas em Cristo também tem que ser integral. Às vezes se diz que o bolso é a última parte do homem a se converter, mas com Zaqueu (Lc 19:1-10) foi a primeira e deveria ter sido com o jovem rico (Mt 19:16-22).
A doutrina da mordomia é vasta e tem a ver com a vida toda, não só com o
uso do dinheiro. A idéia básica é de que o mordomo
não é dono de nada, mas tem responsabilidade por tudo, como
José na casa de Potifar (Gn 39:4-6). No meio evangélico brasileiro hoje, há duas doutrinas perniciosas na área financeira: a) a teologia da prosperidade,
que afirma que o desejo de Deus para todos os cristãos em todo
o tempo é a prosperidade material. Não é difícil
detectar os usos ideológicos dessa teologia no contexto do Terceiro
Mundo. b) o legalismo em torno do dízimo como obrigação e a interpretação da "Casa de Deus" como sendo a igreja local. Examinemos o material bíblico: Ex 23:16, 19; 34:22-26 fala das primícias da colheita que eram sacrificadas a Deus, em reconhecimento de que tudo pertencia a ele (Dt 26:10). Não está claro no Antigo Testamento se as primícias e os dízimos do produto da terra pertencia de uma forma especial ao Senhor (Lv 27:30-32). Nisso Israel estava seguindo a prática de outros povos que também separavam dízimo para o sustento do seu culto. Todo ano, uma pessoa tinha que levar seu dízimo a um lugar designado e ali comê-lo junto com sua família, seus servos e os levitas presentes (Dt 12:6, 11, 17 [Os levitas eram a tribo da qual vinham os sacerdotes] ). Se a distância era muito grande, o produto podia ser vendido, e no lugar da celebração o dinheiro podia ser usado para comprar "o que deseja a tua alma", que seria consumido alegremente perante o Senhor (Dt 14:22-27; 15:19-23). Nestes textos, o levita está incluído nas festas anuais, mas não parece que o dízimo tenha sido exclusivamente para ele. Outros textos dizem que, ao fim de cada três anos, o dízimo seria recolhido nas comunidades e usado para suprir as necessidades do levita, do estrangeiro, do órfão e da viúva (Dt 14:28-29; 26:12). Ainda outra função do dízimo era a manutenção dos levitas, dos sacerdotes e dos santuários - enfim, da religião organizada (Nm 18:21-28). Israel freqüentemente descuidava dos dízimos, o que obrigava os levitas a abandonarem o santuário. Assim, o culto organizado, instituído por Deus para seu povo daquele tempo, não podia ser mantido corretamente. Houve reformas periódicas dessa situação (2 Cr 31:5ss; Ne 13:12; Ml 3:8,10). No Novo Testamento encontramos os dois tipos de assessores que a ABU possui: o assessor pago e o assessor auxiliar, não remunerado. Exemplos de obreiros pagos seriam: Jesus (Lc 8:1-3), e alguns dos apóstolos (1 Co 9:6). Exemplos de assessores auxiliares seriam: Áquila e Priscila, Lídia e Apolo. O apóstolo Paulo oscilou entre os dois modelos, tendo em vista a impressão que seu comportamento daria aos não-cristãos ou aos recém-convertidos, num mundo em que havia muitos pregadores itinerantes e inexcrupulo-sos. Assim, às vezes, ele trabalhava fazendo tendas (1 Co 18:3) e, às vezes, vivia de ofertas recebidas das igrejas (Fl 4:10-16).
A ABUB é uma missão de estudantes, não uma missão para estudantes. São os próprios estudantes cristãos que devem dirigir o trabalho do grupo local e evangelizar seus colegas. Mesmo assim, a ABUB precisa de sustento. Primeiro, o grupo local tem suas despesas - materiais, xerox, cartazes, selos, boletins, despesas com preletor, telefonemas, custo de viagens e acampamentos, etc. Em segundo lugar, o Escritório Nacional, que tem despesas contábeis, gastos com água, luz, impostos, correspondências, etc. precisa ser sustentado. E por último, existem os obreiros pagos que fazem um trabalho de apoio, capacitação e aconselhamento aos estudantes cristãos. Atualmente em nosso quadro de obreiros encontra-se: Reinaldo Percinoto (Secretário Geral), Tais Machado (Secretária de Capacitação), Fred Utsunomiya (Secretário de Comunicação e responsável pela ABU Editora), Giovanna Amaral (Assessora de Comunicação), Rodolfo Silva (Assessor de diaconia), Felippe Schmit (obreiro da Região Nordeste), Phil Rout (obreiro região SP/MS) Manuela Corrêa (obreira da Região Sul), Nilsa de Oliveira (obreira da Região Leste), Dalciney Diniz (obreiro da região Norte) e Natan de Castro (obreiro da região Centro-Oeste). O responsável pela administração do escritório central é o Jair Luna, ex-pastor e contabilista formado. Nosso desafio é levantar mais mantenedores para que o movimento possa crescer também nessas regiões. E ainda contamos com vários assessores auxiliares, que não recebem remuneração. Se tivéssemos mais pessoas dispostas a serem obreiros por algum tempo, e mais dinheiro para sustentá-los, provavelmente teríamos mais grupos e grupos mais bem capacitados. A ABUB é sustentada por doações voluntárias de três fontes: 1) Os próprios
estudantes;
Como doar: 1) Para o Fundo Geral
- Escritório Nacional. Essas doações são chamadas personalizadas. Às vezes, a oferta é entregue nas mãos do obreiro, ou depositada em sua conta bancária, ou enviada pelo correio (cheque nominal, cruzado). É possível também, fazer uma doação personalizada mediante carnê para o Fundo Regional ou Nacional, escrevendo em cima de cada folha "para sustento de ..." Não é difícil ou trabalhoso doar. Procure o meio mais fácil para você e estabeleça uma regularidade mensal. A regularidade na doação é muito positiva.
Como levantar dinheiros para viagens: Às vezes um grupo da ABUB quer levantar dinheiro para enviar um ou mais dos seus membros para um Curso de Férias (CF), Conselho Regional (CR), Institutos de Preparação de Líderes (IPL), Congresso Nacional, e, qualquer outro evento do Movimento. - pedir doações
específicas (pessoais ou igrejas); (baseado no artigo do Paul Freston) (atualizado em 14/08/2007) |